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Corte e costura...

Vivo no presente, o passado está lá atrás, e é lá que pretendo que ele permaneça...o futuro virá e aqui estou eu de braços bem abertos e com um largo sorriso no rosto, ansiosamente à espera de o receber!

Corte e costura...

Vivo no presente, o passado está lá atrás, e é lá que pretendo que ele permaneça...o futuro virá e aqui estou eu de braços bem abertos e com um largo sorriso no rosto, ansiosamente à espera de o receber!

A doce loucura de ser militar, mãe e mulher!

Abril 18, 2018

Sem voltar atrás...

Não é segredo para ninguém que sou militar de profissão… à 17 anos que abracei esta carreira e “casei” com esta instituição, orgulho-me da causa e defendo os seus princípios! Quem conhece um bocadinho do estatuto militar, sabe que estamos inseridos numa cadeia de comando com hierarquias a respeitar, aliado a isso temos também “obrigações” próprias que nos são atribuídas por esse mesmo estatuto, dever da disponibilidade, dever de aprumo, dever de zelo...enfim, até ser mãe, dava de mim mais do que me era exigido, a partir do momento que fui mãe, tudo mudou! Tudo mudou porque não permiti que a minha carreira estivesse em primeiro lugar! São opções, respeito quem opte pela carreira e agradeço profundamente que respeitem o facto de eu ter posto a família em primeiro plano! Não pensem, no entanto, que a coisa funciona às mil maravilhas! Em 2007 fui mãe da M e em 2015 dos gémeos M e L, ao passo que na primeira gravidez me mantive no ativo até às 37 semanas (a M nasceu às 38), na segunda gravidez às 7 semanas de gestação estava de molho em casa! Após o nascimento da M, decidi manter o horário normal de trabalho, turnos, sábados, domingos, dias santos, natais e finais de ano, não abri mão do serviço...após o nascimento dos gémeos vi-me a par com 3 filhos, a M com 9 anos a precisar de 1001 atenções, e os gémeos nascidos com 34 semanas a precisarem de todas as mãos possíveis para os cuidados especiais que precisaram na altura, e no meio disto tudo, a decisão que já tinha sido tomada, regressar ao serviço a seu tempo, mas, com horário flexível! A decisão foi fácil tomar, mas passados 2 anos deixem-me que vos diga que a tarefa tem sido árdua de executar, tudo porque o horário fixo obriga-me a ter jogo de cintura para as tarefas do dia a dia e também porque me obriga a “pedinchar” ao chefe horas dentro do horário laboral para poder tratar dos mais diversos assuntos! A juntar a isto,  fiquei sem tempo para mim e deparei-me com a alteração da minha rotina! Trabalhar por turnos é desgastante sim, ter apenas 1 fim de semana de folga de 5 em 5 semanas é duro, sim...trabalhar noites é violento, sim...sair dum serviço à meia noite e voltar a entrar noutro às 7 ou da manhã é cansativo, sim...andar com os sonos todos trocados e não descansar o que o corpo e a mente precisam é doentio, sim...fazer serviço no exterior e contactar com a população, regularizar trânsito, policiar a área nem sempre é fácil, sim...mas, e quando é o conjunto de tudo isto que nos realiza profissionalmente e nos dá satisfação pessoal? É perfeito, é a cereja no topo do bolo, é ouro sobre azul! Pois bem, quando abracei esta profissão tinha a profunda certeza que era tudo isto que queria fazer, e foi o que fiz durante 15 deliciosos anos, hoje tenho um horário fixo (9h/17) num serviço administrativo, não apanho nem frio nem calor, nem chuva nem vento, não tenho à cintura o peso do cinturão com arma, carregadores, bastão, luvas, lanternas, algemas e tudo o mais que possam imaginar, tenho o conforto das noites dormidas na minha cama e das refeições tomadas a tempo e horas, tenho o conforto dos fins semana de folga, feriados, dias santos, natais e finais de ano na companhia dos meus filhos, e acredito piamente que a minha presença faz toda a diferença nas suas vidas, sou uma privilegiada, é assim que me considero, o mais que não seja para confortar o meu lado saudoso dos tempos que andava à “patrulha”, moro junto ao local onde faço serviço, tenho os filhotes em escolas junto ao mesmo e assim, consigo ter tempo para os acompanhar diariamente nas idas e vindas! Digam lá se sou ou não sou uma privilegiada? É este o pensamento que me acompanha a cada dia, mas não poderei nunca esquecer o friozinho na barriga que sentia a cada “entrar de serviço” , mais uma vez o digo, a vida é feita de opções, ainda que tantas e tantas vezes tenhamos que “esquecer” o que nos realiza em prol de um bem maior, no meu caso os meus filhos serão sempre a minha prioridade, afinal de contas, sem eles a minha vida estaria incompleta! Assim, tudo está no sítio certo e tudo aconteceu da forma que deveria ter acontecido!

 

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“A minha vida não é perfeita, mas quando olho para os meus filhos queridos sei que fiz algo perfeito na vida.”

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