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Corte e costura...

Vivo no presente, o passado está lá atrás, e é lá que pretendo que ele permaneça...o futuro virá e aqui estou eu de braços bem abertos e com um largo sorriso no rosto, ansiosamente à espera de o receber!

Corte e costura...

Vivo no presente, o passado está lá atrás, e é lá que pretendo que ele permaneça...o futuro virá e aqui estou eu de braços bem abertos e com um largo sorriso no rosto, ansiosamente à espera de o receber!

Amanhã tentarei ser um bocadinho melhor, prometo!

Fevereiro 20, 2013

Sem voltar atrás...

Tentar educar um filho e ser esposa ao mesmo tempo que se trabalha a 90km de casa e se perdem 3h apenas em transportes, se passam 12h fora do nosso cantinho, tentar ser boa naquilo que se faz, estar a par da situação do país...tentar educar um filho sem a ajuda dos avós que estão longe, sem a presença de tias ou madrinhas ou família alargada que hoje em dia está quase sempre afastada e também atarefada com a sua vidinha...tentar educar um filho sem a presença de baby-sitters ou empregadas, sem uma mulher-a-dias, trabalhar ao mesmo tempo que se tem uma casa para governar, para limpar e para arrumar, compras para fazer e comida para cozinhar! O que eu gostava no meio disto tudo? Ouvir o despertador tocar e poder dizer “só mais um bocadinho”...tentar fazer qualquer coisa gira no pouco tempo livre, pôr a miúda a fazer desporto, ir ao cinema, passar algum tempo com os amigos (mas até esses estão longe), passear (o que ainda é das poucas coisas que conseguimos fazer), com ou sem a piolha, praticar voluntariado numa qualquer instituição, ter algum tipo de atividade política ou cívica! O que mais me custa? É não conseguir! Viver em função do horário da escola, dos transportes, do horário de entrada no trabalho (por vezes tardia), o sair do “bules” quase sempre à pressa e a olhar para o relógio, porque o autocarro no Campo Grande não espera, e se falhar o das 17H30, a piolha é obrigada a dar mais uma volta na carrinha do colégio...quando o homem mais sortudo do mundo não está, é esta a minha rotina!

Diariamente, quando o babe está em casa, tenho que garantir que a roupa da piolha fica pronta para que de manhã seja só vesti-la, tenho que garantir que quando chego a casa, a comida está meio orientada, ou porque o babe dá uma preciosa ajuda, ou porque deixo tudo orientado na véspera, é, não quero estar para aqui a fazer-me de vítima, até porque eu tenho a vidinha que eu escolhi, e deixem-me que vos diga que sou muito feliz, mas isso não invalida tudo o que estou para aqui a escrever, certo? Se calhar eu devia tentar relaxar mais, mas eu sou assim, penso em tudo, chego a casa e não descanso, não posso estender-me no sofá e ficar em silêncio...a cozinha não se arruma sozinha, e a roupa não tem a capacidade de chegar ao estendal sem que eu lhe dê uma ajudinha! Fazer isto tudo sem gritar, sem reclamar, sem mostrar má cara...estar estafada e ainda assim sorrir-lhes, à piolha e ao babe, porque no final de cada dia, olho para eles e penso que merecem e porque de facto me fazem muito feliz.
Ser mãe e mulher trabalhadora, é mais ou menos isto, é prometer a nós mesmas que amanhã seremos melhores.
É, ser mãe e mulher, é a melhor coisa do mundo, mas também é isto. E não me venham cá dizer que não é preciso ser mãe e ter um marido para poder criticar e dizer como é que deveria ser. Tretas, tangas! Todas nós sonhámos em ser melhores mães e melhores mulheres do que aquilo que somos. Todas nós imaginámos como iriamos fazer, como seríamos mães e esposas perfeitas, quão maravilhosos seriam os nossos filhos e quão felizes se iriam sentir os nossos homens! Que respostas daríamos, quantas certezas teríamos, como manteríamos a calma e dominaríamos a situação, como seríamos encantadoras, como manteríamos o cabelo e as unhas sempre perfeitas, que teríamos tempo para fazer coisas divertidas, e os nossos filhos tão queridos, tão educados, tão inteligentes. Todas nós, não me venham cá com merdas, idealizámos assim a nossa vida, mas depois...depois, a vida de todos os dias troca-nos as voltas. São poucas as que conseguem trocar as voltas à vida (conheço uma ou duas). Mas são muitas as excelentes mães e esposas que eu conheço, apesar de tudo.
Sim, lamento informar os mais sépticos, mas é preciso mesmo passar por isto para saber e para poder falar, caso contrário correm o risco de falar sem saberem aquilo que dizem!

 

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