Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

Gosto

Não gosto de pontos finais em discussões em que há milhares de argumentos que se podem usar. Não gosto de atitudes de “eu já não brinco mais”, de pessoas que se ofendem com opiniões fundamentadas e levam a peito generalizações. Não gosto que me privem do gozo de debater ideias, que me cortem o prazer de, muito raramente, ser conquistada pelas opiniões dos outros e substituir as deles pelas minhas. Gosto de ser persuadida, gosto de ser convencida por inteligências superiores à minha, gosto que me provem, por a+b que as minhas teorias farsolas são apenas isso, farsolas e falíveis. Gosto de ser enfrentada e afrontada, gosto que me deem luta e me façam elevar o tom de voz! Gosto que nem sempre me façam todas as vontades, gosto de pessoas que tenham opinião própria e atitude, que não abanem a cabeça em sinal de “sim, tens razão é como dizes”.

Gosto de provocar. Gosto de gerar polémica. Gosto de levar as pessoas ao limite da sua irritação, de usar as palavras que elas usam para lhes demonstrar que estão erradas. Gosto que me tirem o tapete das certezas que tenho enraizadas em mim, gosto que me demonstrem que nenhuma certeza é absoluta ou permanente. Gosto que usem as minhas palavras “contra” mim, que respeitem as minhas opiniões, que oiçam e se façam ouvir. Gosto que argumentem e que me digam que não passo de uma tipa armada em esperta, gosto que me ponham no meu lugar e me deem lições de humildade, lições de vida, gosto que me digam o que não quero ouvir e me façam pensar numa resposta ou numa alternativa, são essas as pessoas que conquistam o meu respeito, e fazem o meu género. Nada do que seja um debate de ideias teóricas me ofende. E neste pequeno particular, gostava que fossem todos como eu. Porque, acreditem, nada na expressão das minhas palavras tem como intenção ofender, agredir ou menosprezar seja quem for. Gosto de pensar e de fazer pensar. E não gosto que me levem a mal por isso.

Não gosto e pronto.

 

Estou...:
publicado por Sem voltar atrás... às 12:42

link do post | Falem... | favorito
|
2 comentários:
De Joana a 15 de Janeiro de 2014 às 15:37
às vezes dava-me jeito ser assim, mas não consigo. Meço as palavras vezes sem conta, penso quase sempre se o outro vai ficar magoada e muito mais e ainda assim tanta vez que fico com a consciência pensada. A minha filha diz que sou uma totó . Tenho de concordar com ela.
De 4sapos a 17 de Janeiro de 2014 às 17:18
aqui está um texto que se encaixaria, não em mim, mas no meu sapinho mais velho. Eu às vezes calo-me porque não aguento tanto argumento e ele zanga-se comigo. Eu, quase sempre, fico derrotada.

Comentar post

.Eu vivo... Sinceramente eu vivo! Quem sou eu? Bem, isso já é pedir demais...

.pesquisar

 

.Junho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.Portas abertas...

. Vidas em suspenso...

. Manuel de sobrevivência p...

. Francamente cansada...

. O MILAGRE DA VIDA - Parte...

. O MILAGRE DA VIDA - Parte...

. Em contagem decrescente.....

. O MILAGRE DA VIDA - Parte...

. O MILAGRE DA VIDA - Parte...

. FILHOS DA MADRUGADA

. Momento zen do dia...

.Sinais do tempo...

. Junho 2017

. Maio 2017

. Janeiro 2017

. Abril 2016

. Fevereiro 2015

. Outubro 2014

. Agosto 2014

. Junho 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

.Contagem