Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

Confidências da lua!

A noite passada, estive à conversa com a lua...trocámos confidências e aprendi a confiar nela! Ela pediu-me segredo das coisas que me contou, mas eu não resisto... "Minha querida Lua, perdoa-me, mas a nossa história é linda demais para ficar escondida no silêncio do teu brilhar!"

Ela estava meio escondida por entre as nuvens, e o seu brilhar era apenas visível quando uma nuvem marota a deixava espreitar. Foi num desses breves momentos que tocámos o olhar uma da outra, a princípio não percebi que aquela sensação ao de leve que eu sentia nos meus olhos era ela a enxugar as minhas lágrimas...até que ouvi uma voz que me dizia: "Chorar não é fraqueza!" Pensei que era a voz da minha consciência, mas...era muito mais profundo o que aquela voz me tentava transmitir...e a voz continuou: "Há séculos que eu choro sozinha, há séculos que limpo as minhas lágrimas…há séculos que anseio conversar com alguém, alguém que sente e sofre como eu, alguém que vive escondida…tu tens os teus amigos, eu tenho as estrelas como companheiras de jornada!" Até que percebi…sim era ela! Era a Lua imensa que estava a comunicar comigo! Limpei o meu rosto e pedi-lhe que me contasse uma história…ela então começou: “Já amei mil homens…já fui amada por tantos outros, já servi de inspiração para poemas, já abracei aqueles que se amam no meu leito, mas…não sou feliz…porque não consigo alcançar os homens por quem me apaixono, eles estão tão longe…eu tento tocar-lhes, mas nem isso consigo! Gosto tanto de um homem em particular, e acho que ele também gosta de mim, porque quando me consegue olhar sorri…com o mais maravilhoso dos sorrisos que vi até hoje! E ele fala comigo, diz que me adora, que queria tanto ter-me perto dele…mas depois vai outra vez para longe, e eu aqui fico ansiosamente à espera da noite em que ele me volte a tocar com os seus olhos! Se ao menos eu lhe conseguisse dizer o que sinto…” Ao ouvir as suas palavras, sugeri que numa próxima ocasião fosse corajosa e sem medo, lhe contasse o que sente…ela respondeu que era impossível, que ele não a conseguiria nunca ouvir! Então eu fiz uma promessa à Lua: “Quando eu encontrar esse homem, vou-lhe pedir que olhe para ti com atenção e aí nesse momento ele vai-te ouvir!” E foi o que fiz… Depois dessa conversa, falei com o tal homem, e pedi-lhe que olhasse para a Lua e prestasse atenção ao que ela lhe iria dizer…ao que o homem respondeu: “Impossível…eu sou o Sol! Conheces a história do Sol e da Lua? ” Eu respondi que sim…então o tal homem disse que eu e ele eramos assim também…como o Sol e a Lua! O meu espanto foi total quando percebi que afinal de contas, eu e a Lua nos apaixonámos pelo mesmo homem! Hoje vou-lhe contar que não faz qualquer diferença ela estar lá em cima e eu cá em baixo, porque o homem está tão longe dela como de mim!

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publicado por Sem voltar atrás... às 21:09

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