Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Qualquer semelhança com a vida real...não é ficção nem pura coincidência!

Ela é minha amiga, ele é um perfeito desconhecido para mim...os dois juntos são amantes e o texto que se segue é apenas uma cópia fiel de e-mails trocados entre ambos, que eu, não poderia deixar de fazer disso um post aqui no meu blog! Um beijinho minha querida amiga, e lembra-te que o mais importante de tudo é saberes sempre quem és e o lugar onde pertences!

 

 

Ela:

"Já tentei começar a escrever duas vezes. As mesmas vezes que apaguei letra a letra das frases que construí. Não vou conseguir ser suficientemente clara. Temo. Porque isto de te ter encontrado em tropeção não me deixou indiferente. Porque apesar do meu constante estado de negação acabaste por deixar rasto. E memória. Mas duvido-te. E rejeito-te. E maltrato-te se for preciso. Porque me protejo. E envolver-me (mais) contigo, é o mesmo que percorrer a linha de um trapézio sem rede a vinte metros do chão em bicos de pés e olhos fechados. És o perigo que não me larga. Que me atormenta os dias e as noites. Intrigas-me por vezes, outras indignas-me. Malvado sejas que me roubaste a alma com o olhar e sorriso. E ficaste com ela. Levaste-a contigo, e não a queres devolver. Eu finjo que não é nada. Fico rude se for preciso. E fria. Afasto-te. Afasto-me. Ao mesmo tempo que te desejo colado a mim como na primeira vez. Cada vez mais.
E porque gosto de ti daqui ao infinito e mais além...
... lembra-me de encontrar-te quando te sentires perdido. Fecha os olhos. Deixa-te cair para trás com a segurança de que estarei lá para te agarrar. Não passei por acaso. Por ti. E em cada linha da palma da tua mão que percorri com a ponta dos dedos alvitrando destinos. Porque a vida pode ser maravilhosa se não tivermos medo dela. 
A nossa distância aumenta em segundos. O que nos separa não são estradas longas de percorrer mas sim o tempo que passa. Amanhã estarei ainda mais longe do que estive hoje. E depois de amanhã. E depois. E depois. Até que nunca mais se reconhecerá o caminho de volta. Perder-me-ei noutros rumos. E o regresso a ti será impossível.
E quando vejo que já não posso fazer mais nada de nada, arrumo o que me pertence e vou. Mas levo as memórias, essas não as largo ao vago e vão. Nem lhes viro costas. Guardo-as no peito, na alma e acompanham-me para onde for. Deixo ficar só o que não me pertence. Minto. Às vezes forço a trazer o teu amor, mesmo sabendo que não é meu. Furto-te pedaços dele. Nos pormenores e ilusões. Nas dúvidas e incertezas. Na insatisfação e ansiedade. Mas um qualquer dia volto atrás. Volto para te buscar. Volto porque sim. É só imaginar-te perdido e vou à tua procura. Em jeito de proteção talvez. Ir para cuidar de ti se precisares de mim. Ou isso será uma mera desculpa. O que não vai interessar para o caso. Paro à porta de tua casa e trago-te comigo. Nem que seja por um dia. Entretanto por enquanto, continuo assim..."

 

Ele:

"Transcrevo palavras escritas por ti e faço-as minhas: "a vida pode ser maravilhosa se não tivermos medo dela"... eu tenho. É verdade que sim. Sorrio, dou gargalhadas, corro, fico magoado mas sigo em frente, procuro desafios, luto por eles e... no fim tenho medo da vida. Tenho medo de te dizer "vem!" ou ainda "quero-te!" e "desejo-te!". Porque é que, se te desejo, então não te procuro? Não te posso procurar. Aumenta o desejo. Outro dia dizias "olhos que não veem....", mas será mesmo assim? Vejo-te em todos os carros iguais ao teu que passam por mim na rua. Vejo-te em qualquer mulher alta e de cabelos compridos que bamboleia a anca saltitando. Vejo-te em sorrisos. Em vestidos que te assentariam que nem uma luva naquela montra. Vejo-te no meio da natureza... Enquanto dou um salto de uma rocha e não aterro o pé na outra, no milésimo que dura o silêncio imagino-te no meio do barulho do vento, deitada na relva, de olhos fechados a sentir o sol penetrar-te a pele. E quando aterro volta o ritmo da máquina do dia-a-dia e das despesas e das dificuldades que não me deixam em paz. Aiii como seria bom fechar os olhos e cair para trás assim como descreves. Como gostaria que tudo se movesse mais depressa e se resolvessem os tropeções que dei na vida. Mais depressa excepto tu. Contigo gostava de não ter pressas sempre que estou contigo. Tu à pressa sabes bem, mas sabes a pouco. Já te tinha disto isto? Gostava de partir novamente, bem devagar, cheio de nada e vazio de tudo e aí (re)encontrar-te. Será possível?"

 

Ela:

"Sabes onde me encontrar..."

 

publicado por Sem voltar atrás... às 09:53

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