Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

Sobreviver...

"Uma mulher é como uma árvore gigantesca que, pela sua capacidade de se mover em vez de perma­necer imóvel, pode sobreviver às piores tempestades e perigos e ainda estar de pé depois...para des­cobrir a forma de voltar a balançar e ainda conti­nuar a dança."

(A Ciranda das Mulheres Sábias)

 

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publicado por Sem voltar atrás... às 11:47

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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

OS CAMINHOS DO AMOR

"Quando o filho aprende com o pai, ambos dão gargalhadas. Quando o pai aprende com o filho, ambos choram."

 

William Shakespeare

 

 

M: "Mãe...está quase a chegar o mês de Março!"

Eu: "É verdade filha e o que é que vai acontecer nesse mês?"

M: "Olha, chega a Primavera, eu faço 7 anos e é o dia do pai..."

Eu: "Verdade...vai ser um mês em grande!"

M: "Estive a pensar que ainda não decidimos o que vamos fazer este ano para dar ao J..."

Eu: "O que é que gostavas de fazer este ano?"

M: "Não sei bem ainda...sabes mãe, eu tenho dois pais...quer dizer, de verdade verdade tenho só 1, mas o J é a mesma coisa mãe, não é pai mas é como se fosse!"

Eu: "Sim querida, é tudo verdade o que disseste! É o J que ajuda a mãe a educar-te e te ajuda nas coisas que tu precisas...ralha mas também brinca! É muito teu amigo!"

M: "Mãe...eu gosto muito do J..."

Eu: "Ohhh meu passarito, o J também gosta muito de ti...tu sabes...(neste momento tenho o coração do tamanho duma ervilha)"

M: (após um breve suspiro)"Eu sei mãe...eu sei!"

 

O que mais me espanta no nosso dia a dia, é que as semelhanças de personalidade da pequena M com o Super J, são muito mais intensas e vincadas do que comigo ou com o pai de sangue! Insondáveis são os caminhos do Amor...

 

 

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publicado por Sem voltar atrás... às 14:29

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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

AMIGAS IRMÃS COMPANHEIRAS

Tenho amigas que são o meu mundo. São irmãs, companheiras de todas as dores e testemunhas de todas as minhas alegrias, que passamos meses a fio sem nos encontrarmos, semanas inteiras sem falar, e que ainda assim, são as primeiras a saber quando algo de novo acontece na minha vida, ou quando algo "velho" aparece para me atormentar. Hoje, há uma pessoa, em particular, que está no meu pensamento. Uma amiga de sempre, a minha menina. Será sempre a minha menina, mesmo que me tenha virado as costas e não tenha tido capacidade de comunicar!
Para ti, minha menina, que costumávamos estar sintonizadas na mesma frequência, desde...bom, à muito tempo! Estou aqui. Estarei sempre aqui. Contigo. Sempre. A torcer, em todas as frentes. A fazer figas. À espera de uma certeza, tal como tu. Na incerteza, tal como tu. Contrariando o medo, o pessimismo, o "copo meio vazio", tal como tu. Vai tudo correr bem, mais do que tu "mereces", tu vais conseguir. E egoistamente, anseio por essa tal certeza, porque não quero saber-te mais longe, à distância de poucos quilómetros! Mas, sobretudo quero que saibas (e tu sabes, eu sei) do orgulho enorme que sinto em ti. Para ti, minha menina, que não demos oportunidade uma à outra. E está a ser devastador. Por vezes cuidamos de alguém em alturas em que também precisamos que cuidem de nós, e eu passei-te despercebida, e talvez tu a mim também! Amiga, os mais fortes, têm o mesmo direito a sentir-se mais fracos, que os restantes. E os olhos não enganam ninguém. Quero que saibas que estou alerta. No meio dos sorrisos e da aspereza com que, muitas vezes, comento isto ou aquilo, estou alerta. Não te deixes levar pela minha aparente indiferença. É ilusória, acredita. Estou alerta, e se decidires falar, eu vou saber ouvir-te. Sempre. Não carregues o mundo às costas, é o mundo que deve carregar-te a ti. És muito mais do que imaginas e eu quero-te muito mais...talvez do que o que mereces!



 

 

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publicado por Sem voltar atrás... às 15:31

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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

Ele sabia o que escrevia...e o que fazia também!

Deus, Pátria, Família

 

«Devo à Providência a graça de ser pobre: sem bens que valham, por muito pouco estou preso à roda da fortuna, nem falta me fizeram nunca lugares rendosos, riquezas, ostentações. E para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente. Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no Mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjeção. Se lhes defendo tenazmente os interesses, se me ocupo das reivindicações dos humildes, são pelo mérito próprio e imposição da minha consciência de governante, não por ligações partidárias ou compromissos eleitorais que me estorvem. Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre. Jamais empreguei o insulto ou a agressão de modo que homens dignos se considerassem impossibilitados de colaborar. No exame dos tristes períodos que nos antecederam esforcei-me sempre por demonstrar como de pouco valiam as qualidades dos homens contra a força implacável dos erros que se viam obrigados a servir. E não é minha culpa se, passados vinte anos de uma experiência luminosa, eles próprios continuam a apresentar-se como inteiramente responsáveis do anterior descalabro, visto teimarem em proclamar a bondade dos princípios e a sua correta aplicação à Nação Portuguesa. Fui humano».

 

Oliveira Salazar.

 

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publicado por Sem voltar atrás... às 09:58

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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

FRAGRANTES DA VIDA REAL

"...uma mulher apaixonada acredita em tudo..."

 

 

 

Uma afirmação formalmente banal mas substancialmente verdadeira...ou não!

 

 

Estou...:
publicado por Sem voltar atrás... às 15:52

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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

Eu e o mundo...

Se não puder escrever e falar sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre as pessoas, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca também. De outra forma, não vou calar-me!

 

 

Eu não sou sábia, não sou não senhor, sou é demasiado expressiva, o que por vezes, pode revelar-se uma catástrofe.
Por mais que me esforce (e acreditem que o faço muitas vezes), não consigo camuflar a minha felicidade ou o meu desagrado. Por outro lado, não quero mascarar as minhas emoções porque de nada me serviria, e muito honestamente, não tenho lá muito jeito para a hipocrisia.
Há um motivo para cada emoção. Há fundamento. Há sempre um porquê por detrás de cada reação. São o espelho da minha genuinidade, e não vou esconder-me do meu próprio reflexo.
Talvez aqui a rapariga que se julga muito esperta, vivesse mais anos se conseguisse manter a apatia e a inércia a cada acontecimento, não me desgastava tanto, não me preocupava tanto, não sofreria tanto. Estaria a evitar o stress provocado por forçar cada fibra do meu corpo a reprimir aquilo que me é natural...só que isso não me é possível fazer...lamento!
Por que raio hei-de eu sorrir aparvalhada, quando o assunto me parece absolutamente escabroso? E por que razão haverei de franzir o sobrolho perante o ridículo que inspira a gargalhada? Não faz sentido, pode ser útil, por evitar conflitos ou discórdias, mas o que seria da vida sem um bom debate de ideias ou de ideais?
Devemos ser corretos e coerentes com os outros, mas sobretudo, connosco mesmos.
Não disponho dessa apregoada virtude que é o saber quando devo ficar calada, pensei que chegaria a mim com o correr da idade, com o conhecimento e com a experiência. Torna-se claro todos os dias que isso nunca vai acontecer.
Essa história de eu ter de adaptar-me ao mundo, não entra na minha cabeça.
Nada é mais importante do que a minha consciência, o meu sentido de justiça, o meu bem estar a todos os níveis, só que nem sempre consigo encontrar esse estado!
Quanto ao resto, são detalhes.
E essa história do mundo...a verdade é que o mundo tem muito mais a perder ao não reconhecer-me, do que eu teria a ganhar se me adaptasse! {#emotions_dlg.blink}

publicado por Sem voltar atrás... às 14:50

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Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014

O MILAGRE DA VIDA - Parte III

Dedico este post a uma "amiga" virtual, Sofia Pina, que lutou durante 20 anos contra a infertilidade. Perdeu as suas gémeas com 20 semanas de gestação e ainda assim não baixou os braços. Hoje tem a sua Martinha nos braços e é o maior exemplo para todas as que como eu, lutamos contra a infertilidade e conhecemos de cor os seus efeitos! Um grande beijinho para ela, és a maior! {#emotions_dlg.lips}

 

 

Há dias assim, não há que esconder
Recear palavras, amar ou sofrer
Ocultar sentidos, fingir que não há
Há dias perdidos entre cá e lá...

Sei que um dia saberás que a vida é uma só
Não volta atrás

Quem nos pôs assim?

A vida rasgada
Quem te me levou? Roubou-me a alma
Mas de ti não sabe nada..."

 

(Filipa Azevedo – Há dias assim.)

 

 

A espera é longa, sombria, desesperante, traz duvidas, incertezas...a espera mata-nos pouco a pouco, assombra-nos os pensamentos e turva-nos a esperança! Esperar...esperar...pelas consultas, pelo início de um novo ciclo...esperar que a menstruação apareça (ou que não apareça), esperar que exista vaga para nós naquele mês, esperar pelo início dos tratamentos, esperar pelo dia da ecografia, esperar que se tenham desenvolvido os folículos com o tamanho mínimo exigido...esperar que não existam mais do que duas punções no dia marcado (pois o laboratório apenas faz duas inseminações ou punções por dia. No Serviço Público é assim!), esperar pelo dia da inseminação, esperar no mínimo 12 dias antes de fazer o teste, esperar que apareça um positivo...e continuar a esperar...ciclo após ciclo, com o coração cada vez mais apertadinho! Alguém me ensina como lutar contra o diagnóstico de "Infertilidade Inexplicada"? O tempo não pára e a vida não espera! Estou próxima de completar 39 anos e não sei até onde poderei ir no serviço público! Não há dinheiro para tratamentos no particular, os custos são elevadíssimos sem garantia de sucesso...fazer o quê? Continuar à espera...há dias mais difíceis que outros (hoje é um exemplo de dia menos bom), são anos, meses de espera...a infertilidade dói, dói sim, e é uma dor imensa que não consigo traduzir em palavras...o olhar fica perdido por entre tantas mulheres grávidas que se cruzam comigo diariamente, não consigo esconder o sentimento de inveja que me assalta, e sinto-me a pior pessoa do mundo por isso! A espera vai continuar...até quando? Até que se me esgotem as forças, até lá resta-me continuar a acreditar que este Amor, este Amor imenso que trago no meu coração, um dia estará nos meus braços e a gritar ao mundo que valeu a espera! {#emotions_dlg.away}

publicado por Sem voltar atrás... às 12:20

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Quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2014

...and it makes me wonder...

"A melhor parte da nossa memória está fora de nós. Está num ar de chuva, num cheiro a quarto fechado...seja onde for que de nós mesmos encontremos aquilo que a nossa memória pusera de parte, a última reserva do passado, a melhor, aquela que, quando se esgotam todas as outras, sabe ainda fazer-nos chorar"...

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

“...there's a feeling I get when I look to the west

And my spirit is crying for leaving!

In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees

And the voices of those who stand looking...

If there's a bustle in your hedgerow, don't be alarmed now

It's just a spring clean for the may queen...

Yes, there are two paths you can go by, but in the long run

There's still time to change the road you're...

And as we wind on down the road

Our shadow taller than our soul, there walks a lady we all know

Who shines white light and wants to show

How everything still turns to gold and if you listen very hard...

And it makes me wonder”...


(Led Zeppelin- Stairway To Heaven)

 

Estou...:
publicado por Sem voltar atrás... às 11:11

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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014

(DES)BLOQUEADOR DE CONVERSAS

Momento zen do dia...

 

 

Chefe: "O que é que tens?"

Eu: "Um dia a mais que ontem!"

 

(Fim de conversa...)

 

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publicado por Sem voltar atrás... às 15:20

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Ao longe...

"Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim...
E por me perderem é que me vão lembrando,
e por me desfolharem é que não tenho fim..."


(Cecília Meireles)

 

 

 

 

Estou...:
publicado por Sem voltar atrás... às 12:16

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