Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012

...de ti, para ele...

Este post é para a Super mana...estas palavras poderiam ter sido escritas pela sua mão, para dizer ao Super cunhado através do papel, tudo aquilo que ela não consegue dizer por palavras!

Pois então aqui fica minha querida mana...faz destas palavras aquilo que mais desejares...um beijinho no coração!

 

 

"No meio da superioridade que achamos ter na forma como sentimos as coisas, em comparação com a maioria das pessoas, esquecemo-nos de algo que para mim é actualmente claro como água ou como o céu de hoje. Também nós, como todos os que conheço, somos impedidos de nos apaixonarmos pela realidade porque continuamos apaixonados pelas memórias. Enterrar uma memória é muito mais difícil do que enterrar um cadáver, que apodrece e desaparece, enquanto uma memória, com a passagem do tempo só fica mais bonita e perfeita, numa bolha inconsciente. Faz confusão, claro que faz, olhar para aquela pessoa tão querida e reconhecer o mesmo corpo, o mesmo sorriso, toda uma panóplia de trejeitos típicos que vão desde a forma como se pega no cigarro, ao jeito “atabalhoado” de andar e o traçar da perna e, contudo, admitir, aceitar, que só aquela exteriorização é que é igual. A pessoa já não é a mesma e entretanto não se enterrou nem o corpo, nem a memória e continuamos presos a nada mais do que uma ficção. Isto tudo porquê? Porque passou tempo, passaram pessoas, passou a vida e eu sinto-me estranha contigo porque ambos esperamos coisas um do outro que se calhar já não existem. Mas isso não é impeditivo de dizer que ainda te amo - porque o amor é mais do que arrebates momentâneos que se traduzem em satisfação e sorriso parolo imediatamente estampado na cara.  Amar também é isto, de ter inquietações e alguns desacatos que originam (esperemos) momentos de renovação. Com calma e muita introspeção, evitavam-se muitos divórcios, bem sabes que eu acho. Se calhar um dia, também para nós, tudo será calmo e seremos daqueles casais que combinam as cores das roupas ao fim-de-semana, ou se calhar não, não seremos mais um casal. Quero lá saber,  gosto desta roleta russa que é gostar de ti. Se um dia levar fatalmente com a bala, paciência, valeu a pena. Não quero as tuas asas, quero que voes comigo. Apenas comigo. Quero que vás, mas que voltes sempre." 

publicado por Sem voltar atrás... às 11:15

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

T.E.S.Ã.O.

 

"Tesão, esse sinónimo de alimento, nutriente da massa que nos envolve, aminoácido essencial.

Essa peculiar e exigente forma de estar onde o ser é tudo excepto o destino, onde o ser é tudo o que é e o que nunca pensou ser, onde a fome não é a miséria que se conhece, mas a vida depois da vida.

Tesão é aquele beijo gordo, cheio e molhado, é aquela penetração à IKEA onde parece, e passo a publicidade, que tudo foi feito à medida e é só montar.

É aquele silêncio perfeito após o ganir do orgasmo, é o cigarro que não mata, pois a morte nunca esteve tão longe.

  

Tesão, essa sensação onde a paixão vigora sobre o racional, onde os animais e os incompreendidos somos nós, é a opressão da mente, orgia dos sentidos.

A tesão são milhares de borboletas que se oferecem em sacrifício para explodir na tua barriga, é o tremor das pernas e um terror para o medo, é a insegurança da tua consciência, a dentada na maçã de Adão e Eva e a mais profunda anarquia. 

É pecado e paraíso, é o "come-me" e o "como-te".

 

A Tesão, mania petulante de quem escolhe sentir, é o carro engatado em primeira para que o travão de mão não separe, não congestione nem interrompa a dança dos corpos, é o processo de transformação do oxigénio em matéria, são as gotas que escorregam pelos vidros abaixo numa busca desenfreada pelo mesmo calor.

É a intimidade e por isso é vivida a campo aberto, é a luz e por isso é vivida na escuridão, é a entrega e por isso se dá.

São os gritos abafados, ainda que audíveis a vidas de distância.

 

A Tesão és tu e sou eu e só não é quem quer, é mais do que amar porque o amor “é fogo que arde sem se ver” e a tesão é um incêndio a olho nu.
 

A Tesão é a vida e quem não ousa vivê-la já pereceu, parece-me a mim..."

 

(Texto retirado de: http://gustavosantosescritor.blogspot.pt/2012/10/tesao.html?spref=fb)

 

 

Estou...:
publicado por Sem voltar atrás... às 15:04

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É tempo e hora!

 

Já por diversas vezes que abordei este tema, mas nunca a meu respeito em concreto. Hoje é o dia em que o farei!

Em determinadas alturas da nossa vida, é crucial fazer opções...fazer tomadas de posição e encarar a vida de frente. É isso que tenho feito ao longo da vida, e por muito que tenha dificuldade em tomar decisões importantes, em determinadas alturas tive que o fazer, e uma vez mais, vejo-me a braços com isso!

Não é novidade que eu e o babe temos 150km a separar-nos, também não são novidade as constantes idas e vindas Lisboa/Leiria, Leiria/Lisboa! O desejo de estarmos mais próximos mas a dificuldade em um de nós se mudar, adiou durante quase 1 ano a decisão que tomamos à pouco mais de um mês...alugar casa a meio caminho de Lisboa e de Leiria, e dar início a uma nova fase das nossas vidas! Se bem o pensámos, melhor o fizemos! Dito isto, alugar casa foi um ápice, e estamos a menos de 15 dias de mudar de malas e bagagens!

Assustada? Não diria isso, mas um bocadinho ansiosa...não tanto por mim ou pelo babe, mas pelas mudanças que irão existir principalmente na vida da pequena “M”! Estou em crer, e em conversas com algumas amigas foi-me dito que as crianças mais ou menos na casa dos 5 anos, têm uma facilidade de adaptação muito maior do que nós adultos! Quero acreditar que sim, que vai ser fácil para ela, que a nova escolinha e os novos amiguinhos vão ser uma alegria e não um problema, que o facto de estar semanas inteiras sem ver os avós, os tios e os primos, não vão ser um problema de maior, e acima de tudo isso, quero acreditar que o relacionamento diário com o babe será benéfico para todos!

Agora é hora de construir uma nova vida, uma nova casa, um novo rumo...agora é hora de correr atrás da minha/nossa Felicidade, é hora de limpar armários, arrumar bem arrumadinho tudo o que levo comigo e deitar fora tudo o que já não faz falta...é hora!

 

Estou...:
publicado por Sem voltar atrás... às 12:00

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Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

LEMBRA-TE DE MIM!

 

"Entrei numa casa fria
De portadas entreabertas
Espreitei a ver se te via
As ruas estavam desertas...

Os amores já terminados
São ausência, fazem mal
Não me esqueço do recado
Nem de um gesto ocasional...

Ao notares que estou mais velho
Passa por mim devagar
Quando te olhares a um espelho
Também tu irás notar

Lembra-te de mim...

Os rostos p´ra quem os viu
Já não são como eram dantes
Percorro as margens de um rio
Há já séculos, há instantes...

Vivo de vagas memórias
Onde te espero encontrar
São derrotas, são vitórias
Quero agora descansar..."

 

(João Pedro Pais - Lembra-te de mim)

publicado por Sem voltar atrás... às 13:50

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Qualquer semelhança com a vida real...não é ficção nem pura coincidência!

Ela é minha amiga, ele é um perfeito desconhecido para mim...os dois juntos são amantes e o texto que se segue é apenas uma cópia fiel de e-mails trocados entre ambos, que eu, não poderia deixar de fazer disso um post aqui no meu blog! Um beijinho minha querida amiga, e lembra-te que o mais importante de tudo é saberes sempre quem és e o lugar onde pertences!

 

 

Ela:

"Já tentei começar a escrever duas vezes. As mesmas vezes que apaguei letra a letra das frases que construí. Não vou conseguir ser suficientemente clara. Temo. Porque isto de te ter encontrado em tropeção não me deixou indiferente. Porque apesar do meu constante estado de negação acabaste por deixar rasto. E memória. Mas duvido-te. E rejeito-te. E maltrato-te se for preciso. Porque me protejo. E envolver-me (mais) contigo, é o mesmo que percorrer a linha de um trapézio sem rede a vinte metros do chão em bicos de pés e olhos fechados. És o perigo que não me larga. Que me atormenta os dias e as noites. Intrigas-me por vezes, outras indignas-me. Malvado sejas que me roubaste a alma com o olhar e sorriso. E ficaste com ela. Levaste-a contigo, e não a queres devolver. Eu finjo que não é nada. Fico rude se for preciso. E fria. Afasto-te. Afasto-me. Ao mesmo tempo que te desejo colado a mim como na primeira vez. Cada vez mais.
E porque gosto de ti daqui ao infinito e mais além...
... lembra-me de encontrar-te quando te sentires perdido. Fecha os olhos. Deixa-te cair para trás com a segurança de que estarei lá para te agarrar. Não passei por acaso. Por ti. E em cada linha da palma da tua mão que percorri com a ponta dos dedos alvitrando destinos. Porque a vida pode ser maravilhosa se não tivermos medo dela. 
A nossa distância aumenta em segundos. O que nos separa não são estradas longas de percorrer mas sim o tempo que passa. Amanhã estarei ainda mais longe do que estive hoje. E depois de amanhã. E depois. E depois. Até que nunca mais se reconhecerá o caminho de volta. Perder-me-ei noutros rumos. E o regresso a ti será impossível.
E quando vejo que já não posso fazer mais nada de nada, arrumo o que me pertence e vou. Mas levo as memórias, essas não as largo ao vago e vão. Nem lhes viro costas. Guardo-as no peito, na alma e acompanham-me para onde for. Deixo ficar só o que não me pertence. Minto. Às vezes forço a trazer o teu amor, mesmo sabendo que não é meu. Furto-te pedaços dele. Nos pormenores e ilusões. Nas dúvidas e incertezas. Na insatisfação e ansiedade. Mas um qualquer dia volto atrás. Volto para te buscar. Volto porque sim. É só imaginar-te perdido e vou à tua procura. Em jeito de proteção talvez. Ir para cuidar de ti se precisares de mim. Ou isso será uma mera desculpa. O que não vai interessar para o caso. Paro à porta de tua casa e trago-te comigo. Nem que seja por um dia. Entretanto por enquanto, continuo assim..."

 

Ele:

"Transcrevo palavras escritas por ti e faço-as minhas: "a vida pode ser maravilhosa se não tivermos medo dela"... eu tenho. É verdade que sim. Sorrio, dou gargalhadas, corro, fico magoado mas sigo em frente, procuro desafios, luto por eles e... no fim tenho medo da vida. Tenho medo de te dizer "vem!" ou ainda "quero-te!" e "desejo-te!". Porque é que, se te desejo, então não te procuro? Não te posso procurar. Aumenta o desejo. Outro dia dizias "olhos que não veem....", mas será mesmo assim? Vejo-te em todos os carros iguais ao teu que passam por mim na rua. Vejo-te em qualquer mulher alta e de cabelos compridos que bamboleia a anca saltitando. Vejo-te em sorrisos. Em vestidos que te assentariam que nem uma luva naquela montra. Vejo-te no meio da natureza... Enquanto dou um salto de uma rocha e não aterro o pé na outra, no milésimo que dura o silêncio imagino-te no meio do barulho do vento, deitada na relva, de olhos fechados a sentir o sol penetrar-te a pele. E quando aterro volta o ritmo da máquina do dia-a-dia e das despesas e das dificuldades que não me deixam em paz. Aiii como seria bom fechar os olhos e cair para trás assim como descreves. Como gostaria que tudo se movesse mais depressa e se resolvessem os tropeções que dei na vida. Mais depressa excepto tu. Contigo gostava de não ter pressas sempre que estou contigo. Tu à pressa sabes bem, mas sabes a pouco. Já te tinha disto isto? Gostava de partir novamente, bem devagar, cheio de nada e vazio de tudo e aí (re)encontrar-te. Será possível?"

 

Ela:

"Sabes onde me encontrar..."

 

publicado por Sem voltar atrás... às 09:53

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